Rally de Mortágua
Ouro sobre azul! Apesar de só necessitar dum sexto lugar para assegurar a conquista antecipada do título nacional de ralis, Bruno Magalhães não deixou os seus créditos por mãos alheias e venceu em Mortágua, não dando qualquer hipótese aos seus adversários, embora tenha rodado um pouco abaixo do que lhe é habitual, até porque com a desistência de José Pedro Fontes pouco depois do início do rali, pouco mais havia a fazer do que levar o carro até ao fim, sem que fosse necessário “dar” 100%.
Um título que lhe assenta que nem uma luva pois durante todo o ano se percebeu que o desfecho não podia ser outro, e se não alcançou o seu objectivo mais cedo, foi porque o Peugeot 207 S2000, aqui e ali, teve alguns contratempos mecânicos, mesmo em provas que o domínio na estrada era evidente.
Depois de quatro títulos consecutivos de Armindo Araújo, está encontrado o seu digno sucessor e agora só se espera que não tenha que esperar tanto tempo pela internacionalização quanto o actual piloto da Mitsubishi no PWRC, pois Magalhães já mostrou que os desafios do IRC não são demais para a sua categoria, apesar de ainda ser muito jovem.
Mas o Rali de Mortágua também teve outros pólos de interesse, especialmente a luta pela segunda posição entre Mex Machado Santos e Fernando Peres, resolvida a favor do primeiro mas só na derradeira especial.
Vítor Pascoal fez uma rali a “sós”, pois não tinha andamento para se chegar mais à frente e para trás não tinha adversários. Boa prova de Adruzilo Lopes na estreia do Renault Clio R3: quem sabe não esquece e boa aposta da ARC Sport no carro francês. Pedro Leal foi o melhor dos diesel e Paulo Antunes venceu no Challenge C2. Carlos Matos está cada vez mais perto do título dos turismos até 1600cc.



